terça-feira, 8 de novembro de 2011

Contador terá marcação a altura: ele se casou!


Alberto Contador é um sujeito daqueles acostumado com os holofotes sempre voltados para ele. O tipo de cara que ocupa posições de destaque, quase nunca sabe o que é ser apenas um mero coadjuvante, mas dessa vez não teve jeito, ele deixou de ser o astro e abriu lugar para sua, agora esposa, Macarena!

É Contador, agora se prepare, pois o clube dos casados não é feito só de vantagens...

Fonte: Portal Ciclo Race

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Granfondo Brasil



Por Leandro Bittar

O ciclista Flávio Cardoso (Funvic/ Marcondes César /Pindamonhangaba) venceu o Granfondo Brasil 2011 neste domingo (6/11), edição que reuniu cerca de 650 ciclistas em Ubatuba, litoral de São Paulo, em uma disputa que incluiu também o Mediofondo, versão mais curta aberta aos amadores.

Na categoria elite, a prova foi marcada pelo bom papel dos ciclistas que brilharam na Volta de São Paulo, começando por Cardoso, que recentemente ficou em segundo lugar na volta. Ele percorreu os 160 km entre Ubatuba-Paraty-Ubatuba em 3h47min24s, impondo mais de oito minutos de vantagem para o pelotão principal.

No sprint, Geraldo Souza Júnior (São Lucas/Giant/Americana) garantiu o segundo posto, superando Roberto Pinheiro, companheiro de equipe de Cardoso e vencedor de duas etapas na Volta de São Paulo. Diego Ares (Memorial/Giant/ Santos), outro que brilhou na volta paulista – campeão de montanha e da etapa rainha em Campos do Jordão, fechou a prova em quarto e Kleber Bahia (Piracicaba), em sua primeira temporada na elite, fechou o pódio.

Nenhuma mulher competiu nesta categoria

Mediofondo

Com 60 km menos de percurso, o Mediofondo é prova aberta aos amadores mais longa do cenário nacional e, sem dúvida, uma das mais atraentes, contando também com a participação de ciclistas federados.

Claudio Martins Rocha, da categoria Master M-1, foi o mais rápido no circuito de 106 km (anunciado) com o tempo de 2h32min. Entre as mulheres, Viviane Lourenço dos Santos (São Lucas/ Ribeirão Preto) foi a melhor, com 2h39min, superando no sprint sua companheira de equipe Cristiane Pereira da Silva

100 km de Brasília



Mello (centro) comemora o título
Por Tadeu Matsunaga

Neste domingo (6) foi realizada a 42ª edição da tradicional prova 100km de Brasília, competição válida pelo ranking nacional. No total participaram mais de 200 ciclistas – entre profissionais e amadores.

Os participantes percorreram um circuito de 2.5 quilômetros montado no “Eixão Sul”. Anteriormente, o percurso era realizado na Esplanada dos Ministérios. Na Elite Masculina os atletas tinham que pedalar por 40 voltas enfrentado o sol forte e o clima seco de Brasília, com o título sendo conquistado pelo ciclista Rodrigo Mello (Clube DataRo de Ciclismo/Foz do Iguaçu).

O ritmo intenso logo no início da prova quebrou o pelotão e formou diversos grupos. Uma fuga com nove ciclistas se estabeleceu à frente após metade da disputa. O grupo de escapados resistiu até o encerramento, com a decisão definida no sprint.

Mello levou a melhor, superando o paulista Bruno Alves (Altolim-Assis) e o carioca Fabiele Motta (FW-Engenharia), segundo e terceiro colocados respectivamente.“Esta competição é uma das provas mais tradicionais do Brasil, me preparei muito e estava focado nesta vitória, que serviu também de preparação para os Jogos do Paraná e Copa da Republica que serão meus próximos objetivos” frisou.

Campeão em 2010 e atual vencedor do Tour do Brasil – Volta de São Paulo, José Eriberto (Padarial Real/Caloi/Sorocaba) buscou o bicampeonato, mas sofreu com a marcação dos adversários e não conseguiu novo triunfo na capital federal. “Meu principal objetivo seria conquistar pontos para o ranking nacional, sabia que a marcação seria forte, e a prova acabou sendo decidida em uma fuga”, disse Eriberto.

Entre as mulheres, a brasiliense Lorraine Tibursky (Ciclo Race) faturou o título depois de uma hora de prova, vencendo t no sprint final Fernanda Caetano (NeoNutry) e Lucineide Amelia (Clube Dataro de Ciclismo).

Classificações

Elite Masculina
1- Rodrigo Mello (Dataro)
2- Bruno Alves (Altolim-Assis)
3- Fabiele Motta (FW-Engenharia)
4- Josemberg Nunes (TABU)
5- Alton Barros (Promove)

Elite Feminina
1- Lorraine Tibursky (Ciclo Race)
2- Fernanda Caetano (Neonutry)
3- Lucineide Amelia (Dataro)
4- Juliana Machado (Miroir)
5- Patricia Steicy (Avulso)

Juvenil
1- Filipe Miranda (Marcelo Rocha)
2- Lucas Rebeque (Fenix)
3- Lucas Ribeiro (Bike Point)

Infanto-Juvenil
1- Thiago Hikaru (Avulso)
2- Gabriel Gonçalves (Bike Tech)
3- José Nathan (Avulso)

Junior
1- Samuel Vaz (Icesp)
2- Mateus Gonçalves (Bike Tech)
3- Sandro Santyago (Avulso)

Sub-30
1- Jean Almeida (Avulso)
2- Daniel Moretti (Complex-Metrolink)
3- Henrique Bernardes (Ciclo Race)

Máster A
1- Helder Fernandes (Lazzaretti)
2- Kerman Henrique (Complex)
3- Marconi Ribeiro (Ciclo Race)

Máster B
1- Francisco Belo (Genes Bike)
2- José Luiz (Inclub-DF)
3- Gildo Moreira (Alfa)

Máster C
1- Marconi Costerus (Ciclo Race)
2- Orivaldo Coutinho (Marcelo Rocha)
3- Marco Antonio (Casa & CIA)

Open
1- Daniel Maia (Avulso)
2- Sergio Moura (Marcelo Rocha)
3- Gustavo Leão (k2-Academia)

sábado, 5 de novembro de 2011

Quadros de madeira


A marca americana Renovo produz modelos de ponta com preços e performance compatíveis com os dos melhores quadros de carbono do mercado.
Segundo o fabricante, a madeira absorve melhor que o carbono as vibrações do asfalto e os impactos de buracos ou quaisquer obstáculos, deixando a pedalada mais macia.

O peso do quadro é bem reduzido e gira em torno de 1,6 a 2,5kg – apenas um pouco mais pesado do que um quadro de carbono top de linha. E o peso total da bike varia entre 7,5 a 9kg, bem mais leve que as de alumínio mais comuns por aí.
Outro aspecto importante é a resistência da madeira, comparável, em testes, à do titânio, e bastante superior à do aço e à do alumínio.

Dos 300 quadros vendidos pela empresa desde 2007, nenhum deles quebrou até hoje, atestando a qualidade e a eficiência do material.

Além disso, afirma o fabricante, o processo de produção é muito mais limpo do que o de todos os outros materiais usados na fabricação de quadros, inclusive o carbono, e toda a sua matéria prima vem de fontes sustentáveis.
A empresa oferece alguns modelos de bicicletas/quadros para a estrada, uma 29er para montanha, uma commuter para trajetos urbanos, um modelo para triátlon e outro híbrido – a opção ideal para cicloviagens.

O garfo e o canote do selim são feitos de carbono e todos os demais componentes são convencionais, normalmente produtos top de linha do mercado.
Fonte: Ciclismobr

Volta da Califórnia 2012



Horner, campeão da Volta da Califórnia 2010
Por Fernando Bittencourt


A organização do Tour da Califórnia, que será disputada entre os dias 13 e 20 de maio, anunciou as 13 cidades que receberão a competição em 2012, com início em Santa Cruz – cidade do tricampeão Levi Leipheimer –, e encerramento em Los Angeles, após a realização de oito etapas, com um contrarrelógio individual e o final na subida do Monte Baldy.

A competição retorna a São Francisco após um ano. De acordo com os organizadores, mais de 100 cidades fizeram a solicitação para terem direito a receber o Tour da Califórnia, mas no final foram escolhidas as 13 cidades. Fazem estréia os municípios de Sonora e Ontário.

Em sua sétima edição, os principais atrativos ficam por conta da quarta etapa, a crono individual da quinta etapa, a sexta etapa e, sobretudo, a escalada do Monte Baldy, que promete ser decisivo para a conquistado do título, antes do encerramento no centro de Los Angeles.

“Esta prova é especial porque ocorre em um dos lugares mais bonitos do mundo. As cidades que sediam a prova são muito hospitaleiras, o público é sempre ótimo e o percurso é muito difícil, o que exige muita técnica.Estou bastante ansioso para defender meu título no ano que vem”, elogiou Chris Horner, campeão da prova em 2010.

“Todo mundo espera ansioso pela prova, pois conta com um percurso desafiador, uma bela disputa, fãs incríveis e uma linda paisagem. Me sinto orgulhoso por ser um ciclista norte-americano nessas horas, quando vejo uma organização exemplar e os melhores do mundo pedalando em meu país”, concluiu Christian Vande Velde, quarto colocado na prova em 2011.

As 13 cidades que sediarão a prova serão:

• Etapa 1: Domingo, 13 de maio – Santa Rosa
• Etapa 2: Segunda-feita, 14 de maio – San Francisco a Santa Cruz County
• Etapa 3: Terça-feira, 15 de maio – San Jose a Livermore
• Etapa 4: Quarta-feira, 16 de maio – Sonora (nova em 2012) a Clovis
• Etapa 5: Quinta-feira, 17 de maio – Bakersfield (Contrarrelógio individual)
• Etapa 6: Sexta-feira, 18 de maio – Palmdale a Big Bear Lake
• Etapa 7: Sábado, 19 de maio – Ontario (nova em 2012) a Mt. Baldy
• Etapa 8: Domingo, 20 de maio – Los Angeles/L.A. LIVE

Duas feiras em 2012



Por Leandro Bittar

A Bike Expo, realizada em outubro pelo quinto ano, ganhará uma concorrente em 2012. Como nós já anunciamosaqui, a Aliança Bike lançou uma segunda feira voltada ao mercado de bicicletas, a Brazil Cycle Fair, que será realizada entre os dias 14 e 16 de outubro, no Expo Imigrantes, em São Paulo.

Já a próxima edição da Bike Expo acontecerá em agosto, em um espaço ainda maior no Expo Center Norte.

Os organizadores dos dois eventos foram parceiros nas primeiras edições da Bike Expo. “Sem dúvida, a Aliança Bike deu um suporte muito grande para que o projeto da feira nascesse”, afirma Paulinho de Tarso, do Sampa Bikers, idealizador do evento, que discorda das afirmações sobre a perda de identidade do projeto, um dos argumentos para a criação do novo evento. “A Bike Expo Brasil sempre foi uma feira do mercado para o mercado e sempre defendemos a tese de termos uma feira exclusiva para bicicletas”.

Paulinho de Tarso reforça que a única mudança na estrutura do evento acontecerá por um desejo do próprio mercado e, na visão dele, não tem motivos para ser vista como negativa. “No próximo ano teremos um dia a mais de feira, dedicada ao público comum. Isso não muda o foco nos demais dias e ainda aumenta a credibilidade das marcas com o consumidor. Essa é uma evolução lógica e sadia”, resume.

Animado com a crescimento gradativo da Bike Expo, o organizador reforça a origem “duas rodas” da Associação Sampa Bikers, que existe há 18 anos e atua nas mais diversas formas de incentivo ao mercado, além da feira, com passeios, viagens, palestras, cursos. “Movimentamos o mercado em todos os níveis e continuaremos trabalhando neste sentido no próximo ano”.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Politicagem e polêmica no Tour



Organização do Tour sofre reclamações
Por Fernando Bittencourt

O Tour de France 2012 está distante, mas já começa a gerar expectativas, assim como alguns imprevistos. O Europe Écologie les Verts (EELV), partido político francês, questionou o percurso da 7ª etapa da prova, com encerramento em Planche des Belles Filles.

O partido alegou que não houve nenhuma autorização legal para construir a reta final do estágio, que conta com uma subida de 300 metros de comprimento e inclinação de 18%. Além do circuito, estacionamentos foram feitos pela organização da prova, o que desfigurou completamente o local e destruiu uma estação de esqui.

A queixa foi feita pelo Tribunal de Grande Instância de Vesoul, capital do Estado de Haute-Saone. O Conselho Geral do Estado, no entanto, afirmou que as obras iniciadas no meio de outubro não fugiram em nenhum momento da lei, além de dizer que a Prefeitura concordou com todo o projeto, desde o início.

O trajeto a ser percorrido pelos ciclistas no próximo Tour de France foi divulgado pela organização da prova no último mês de outubro e contará com dois estágios com chegada em subida, além da etapa em questão.

A ciência no esporte


Em uma de minhas navegadas pela internet encontrei uma matéria muito interessante que trata sobre a situação atual dos Schleck. O mais novo deles é também o mais talentoso, seu nome é Andy, ele tem 26 anos e seu currículo é invejável, o cara é simplesmente 3 vezes vice-campeão do Tour de France e uma vez vice-campeão do Giro, isso seria bom demais se não fosse as quatro letras que formam a palavra "vice".

O vice geralmente não conquista o segundo lugar, mas sim perde o primeiro. Até o terceiro colocado fica mais feliz no pódio do que o segundo, mas para a temporada 2012 a coisa parece que vai ser um pouco diferente para os adversários dos Schleck´s.

Andy e Frank, este o mais velho, estão se preparando no que eles chamaram de Operação Arco do Triunfo que como o próprio nome já diz, pretende levá-los à vitória no Tour de France, uma prova que contará com 96km de CRi, prova que os Schleck levam uma verdadeira "taca".

O treinador dos irmãos, Josué Arán, explicou que a dupla treinava nos padrões antigos e acreditavam que este era o caminho da vitória. Os dois acreditavam também que contavam com talento natural suficiente para serem campeões do Tour, mas os anos tem mostrado que falta alguma coisa para eles alcançarem o lugar mais alto do pódio.

"Eles têm uma qualidade tremenda, mas em questão de treinamento e preparação estão um pouco perdidos e trabalham em um modo antigo. O ciclismo tem mudado muito nos últimos anos e agora está muito difícil vencer porque os pequenos detalhes se tornaram importantes e até decisivos... eles tem tanta classe que acreditaram que não precisavam de mais nada..." Josué Arán.

Arán afirmou que o treinamento envolverá ganho de potência e por consequência mais massa muscular. Os jovens terão um corpo mais forte e melhorarão também a estabilidade nas descidas. O objetivo é ter um corpo mais atlético, ao melhor estilo Lance Armstrong, mas não tão pesado como ele. Algo suficiente para fazer um contra relógio mais estável, de igual para igual com os melhores do mundo.

Na nova equipe, Andy e Frank contarão com treinador Johan Bruyneel, um sujeito acostumado a vencer, o já mencionado preparador físico Josué Arán, outro preparador especialista e pesquisador de alto rendimento, Manuel Mateo, o osteopata Jesus Otero, que trabalha na equipe espanhola de ciclismo e outros especialistas tops.

Parece que os brothers vão se tornar contra-relogistas/escaladores, assim como Contador que foi mais inteligente e não perdeu tantos anos dando "cabeçadas na parede" e logo correu atrás de melhorar seu CRi, atualmente Contador é um dos ciclistas mais temidos do mundo em grandes voltas.

No Tour da California o pessoal da Leopard deu uma chegadinha até a Universidade de Stanford, local em que conheceram uma especialista em dietas que preparou uma fórmula proteica voltada para a recuperação muscular (pós competição). Mateo afirmou que todo o pelotão tomava, menos eles, mas agora eles também vão tomar. Estes são alguns dos pequenos detalhes mencionados acima e que passavam em branco, passavam...

Mas e se o Tony Martin começar a treinar subidas o suficiente para acompanhar esse caras montanha acima? Onde eles vão parar? O ciclismo a cada ano conta com especialistas que estudam a fundo um meio de fazer vencedores, de extrapolar os limites do corpo a fim de alcançar a vitória em um dia e no outro estar na ponta dos cascos novamente.

Você sabia que existem pessoas que estudam o ciclismo?

No próprio meio amador quem possui mais recursos financeiros investe em tratamentos alternativos para minimizar os detalhes. Seja através de um Bike Fit, da contratação de um treinador realmente preparado e especializado no ciclismo, de um nutricionista da área e preparadores físicos que entendam sobre a musculatura do ciclista para trabalhar dentro de uma academia e até mesmo de médicos especialistas em esporte que cuidam da parte hormonal... haja dinheiro!

Atualmente, ser ciclista não consiste apenas em subir na bicicleta e passar horas e mais horas fazendo força, esta escola está perdendo espaço e tem causado frustração aos que fazem parte dela e não entendem porque levam uma taca de quem treina menos horas por dia, mas treina com qualidade (os que tomam drogas ilícitas não merecem destaque aqui). Vale lembrar que alguns dos mais antigos que fizeram parte daquela escola, hoje estão lesionados e impedidos de praticar esporte.

Se pessoas estão estudando para melhorar a performance dos atletas, faça parte do grupo que utiliza os seus serviços, procure em sua cidade os especialistas na área, se até os Schleck que são filhos de um ciclista profissional precisaram fazer isso, imagine você que nasceu com uma bola de futebol ao lado do berço... 

Se não tiver grana para pagar nem mesmo um treinador que passe planilhas, estude, leia, pesquise, google, youtube, biblioteca, faça amizade com quem entende, corra atrás e se não ser certo, vai ter que pagar! Senão amigo, vai se acostumando a "comer poeira" e a dormir de pernas para o alto...

Fonte: Portal Ciclo Race

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Olimpíadas: UCI divulga quantidade de atletas por país.



Sanchez foi campeão em 2008 na China


Por Fernando Bittencourt

A União Ciclística Internacional (UCI) divulgou o número de atletas que cada Comitê Olímpico Nacional poderá levar para disputar os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Sete nações poderão levar o número máximo de atletas: sete ( cinco na estrada e dois no contrarrelógio), Grã-Bretanha, Austrália, Espanha, Alemanha, Holanda e Suíça.

Bélgica, Itália e Estados Unidos contarão com cinco atletas na prova de estrada e um no contrarrelógio. As dez seleções mais bem classificadas no ranking World Tour entrarão na disputa com cinco ciclistas na competição de estrada. Da 11ª até a 15ª equipes, o número cai para quatro atletas.

Os melhores países de cada ranking continental, Marrocos (Africa Tour), Colômbia (Américas) e Irã (Ásia), contarão com três ciclistas na estrada, enquanto a Itália (Europa) e a Austrália (Oceania) contarão com o número máximo de integrantes. O Brasil, por sua vez, terá três representantes na estrada e um único ciclista no contrarrelógio.

Os Comitês Olímpicos nacionais têm até o dia 17 de novembro para confirmar os atletas que ocuparão as vagas olímpicas. Se houver alguma vaga não preenchida entre as 145 disponíveis, a UCI decidirá como usá-la da maneira que mais lhe for conveniente entre os meses de março e abril do próximo ano.

Estrada Masculino:

Austrália 5
Bélgica 5
Alemanha 5
Grã-Bretanha 5
Itália 5
Holanda 5
Espanha 5
Suíça 5
Estados Unidos da América 5
Dinamarca 4
França 4
Bielorússia 3
Brasil 3
Colômbia 3
Irlanda 3
Irã 3
Marrocos 3
Noruega 3
Polônia 3
Portugal 3
Rússia 3
Eslovênia 3
Turquia 3
Venezuela 3
Áustria 2
Bulgária 2
Croácia 2
Rapública Tcheca 2
Japão 2
Cazaquistão 2
Lituânia 2
Luxemburgo 2
Malásia 2
Nova Zelândia 2
Sérvia 2
Ucrânia 2
Usbequistão 2
Algéria 1
Argentina 1
Canadá 1
Chile 1
Costa Rica 1
Cuba 1
Equador 1
Eritréia 1
Estônia 1
Grécia 1
Guatemala 1
Hong Kong, China 1
Hungria 1
Coréia 1
Latívia 1
México 1
Namíbia 1
Romênia 1
Eslováquia 1
África do Sul 1
Suécia 1
Uruguai 1

Contrarrelógio Masculino

Dinamarca 2
Alemanha 2
Grã-Bretanha 2
Cazaquistão 2
Holanda 2
Espanha 2
Suíça 2
Argentina 1
Bielorússia 1
Bélgica 1
Brasil 1
Canadá 1
Colômbia 1
França 1
Irlanda 1
Irã 1
Itália 1
Japão 1
Lituânia 1
Luxemburgo 1
Marrocos 1
Nova Zelândia 1
Noruega 1
Polônia 1
Portugal 1
Rússia 1
Eslovênia 1
Suécia 1
Turquia 1
Estados Unidos da América 1
Venezuela 1

Entrevista com Otávio Bulgarelli



Bulgarelli no Tour da Malásia
Por Tadeu Matsunaga

O retorno ao Brasil está quase certo. Pelo menos é o que deu a entender o ciclista Otavio Bulgarelli, de 27 anos. Com contrato com a equipe ProContinental Farnese Vini até 31 de dezembro, o ciclista mineiro não deve renovar seu vínculo com os italianos para a temporada 2012.

Em entrevista ao Prólogo, Bulgarelli, que após defender a seleção brasileira no Mundial da Dinamarca entrou de férias, admitiu que dificilmente permanecerá no continente europeu no próximo ano. Com sondagens de muitas equipes nacionais, a tendência é que defenda as cores de um time de primeiro escalão em solo brasileiro.

O objetivo, de acordo com ele, é simples: voltar a sonhar com vitórias e ter mais preponderância dentro do plantel da sua provável e nova esquadra - algo longe da sua perspectiva no ano, onde foi um dos gregários da Farnese-Vini no ProTour.

Prólogo: Já está de férias. Tem definido seu futuro?
Otavio Bulgarelli : Planos são muitos, mas não tenho nada definido. Semana retrasada estive acompanhando a Volta de São Paulo e conversei com alguns dirigentes. Posso afirmar que recebi alguns convites e boas propostas para voltar a correr no Brasil, mas nada de concreto. Como na Farnese eu continuaria na mesma posição, ou seja, gregário, acabei pensando nessa idéia e tive um bom retorno. Fiquei satisfeito com algumas conversas e vou aguardar. Tomara que até o dia 10 tudo esteja definido.

P: Sua permanência na Europa já é descartada?
O.B: Fiz uma contraproposta referente às ofertas vindas daqui (Brasil). Caso aceitem, é muito difícil que eu volte. Não estou disposto a permanecer na Europa se continuar com pouco reconhecimento.

P: Está infeliz na Farnese?
O.B: No inicio estava muito feliz. Cheguei empolgado e disposto. Pensei que cresceria dentro do time e seria reconhecido. Mas não foi isso o que aconteceu ao longo do ano, infelizmente. Isso foi um fator influente.

P: A chegada do Andriato não pode se tornar um alicerce?
O.B: A chegada dele será muito boa – para ele e para a equipe. É um novo momento na carreira dele. Um passo a mais. Seria interessante dois brasileiros na mesma equipe lá fora, mas para continuar do jeito que está prefiro voltar ao Brasil e ter a oportunidade de me tornar líder de uma equipe e voltar a ganhar corridas.

P: Não vê esse retorno como um retrocesso na carreira?
O.B: Um pouco, mas tenho que ser realista, não posso viver de sonho. É claro que o sonho maior de correr um Tour de France ou um Giro d´Italia vai ficar muito mais longe, mas tenho certeza que serei mais feliz se voltar a ganhar corridas e ter um reconhecimento maior dentro da equipe. O ciclismo nacional tem crescido. Aposto muito no Tour do Rio, que futuramente pode virar 2.1 e ser uma volta do nível do Tour de San Luis. Teremos os Jogos Olímpicos aqui, em 2016. Acredito muito em um crescimento no esporte brasileiro nos próximos anos.

P: Conseguiu tirar muitas lições dessa passagem na carreira?
O.B: Sem dúvida. Foram dois anos na Itália ( passou pela diletante MGKvis em 2010). Não me arrependo de nada. Recusei uma proposta da Scott São José dos Campos (equipe ProContinental na época) para alcançar o sonho de correr no ciclismo europeu. Fui atrás do que queria. Ganhava pouco e tinha os custos com aluguel, transporte. Não foi fácil, mas foi um período importante na minha vida.

P: Esse ano não compete mais nem no Brasil em provas amadoras?
O.B: Acredito que não. Estou fazendo treinos leves, mas não planejo nenhuma competição. Tinha combinado com meu técnico que após o Mundial da Dinamarca entraria de férias. E meu foco, no momento, é manter a forma e definir meu futuro. É um assunto complicado e desgastante.

P: O que achou do desempenho do Brasil no Pan?
O.B: É sempre muito difícil opinar. É mais fácil para quem está de fora opinar, mas, pelo lado torcedor, fiquei decepcionado. Criou-se uma expectativa em torno da seleção brasileira, principalmente no Murilo Fischer. Não sei o que aconteceu com ele. Como disse, estou de fora e é difícil opinar. Mas ficou uma pontinha de frustração. Ao menos uma medalha, como no Pan de 2007 com o Luciano Pagliarini, poderia ter vindo. Foi uma pena.